As vezes tu acorda em um dia vazio. E tu passa o resto do dia tentando preencher o tempo com qualquer coisa que seja. E eh uma sensacao desagradavel quando se tem um dia inteiro pra preencher e nada de realmente agradavel ou util aparece pela frente. Que agonia. Ontem eu tava num dia desses. Ontem foi um dia semi nulo. Se o dia de ontem nao acontecesse nao faria a menor diferenca. Mas faz diferenca no sentido em que ontem eu tive um dia inteiro pra matar um dia.
Acordar na ressaca. Levar as roupas na lavanderia. Ai comeca realmente a matacao de tempo. O que fazer enquanto as roupas estao lavando? Comer. O que fazer enquanto a comida nao fica pronta? Nada. Pega um jornal em espanhol que esta do seu lado e tenta ler. Mas eu nao consigo ler. Minha cabeca ja esta em outro lugar. Agonizando em pensamentos que a esta hora ja foram empurrados pra algum canto obscuro do cerebro. Mato vorazmente uma cocaa-cola em alguns poucos minutos. Devoro o Gyro sem ao menos sentir o sabor. Mas consigo sentir o estufamento no meu esofago.
O que fazer a seguir? Voltar pra lavanderia. Olhar para as roupas girando na secadora de roupas. 32 minutos. Nao da pra ficar sentado. Minhas pernas ainda estao cansadas da noite passada. Mas vou caminhar. Sair ate a calcada e fazer festinha no cachorro amarrado no poste. Voltar pra dentro da lavanderia. As roupas continuam girando. Voltar a brincar com o cachorro. Ligar para o Brazil? E falar o que? Tudo bem? Claro. Nem pensar. Pego minhas roupas e volto pra casa. Dobra-las e guarda-las? Nem pensar. Eh melhor deixar tudo atirado em cima da cama mesmo. Abrir revistas, o jornal de ontem. Nao tenho saco pra ler. Abrir os emails. Nada. Vou no cinema. Aventuras? Comedias? Nao. Quero me emocionar. Quero algo que nao seja tao vazio. O novo filme do Jim Jarmush? Nao, nao to afim de dormir. Nao quero ter que prestar muito atencao. Tem um filme frances. Eh nesse que eu vou. So comeca as 5:35, ainda tem uma hora. E melhor eu ir saindo. Dois trens. Da tempo de pensar bem o caminho. Ok. Cheguei no cinema. Vou levar um twix ee um mountain dew escondidos no bolso. Vou me afundar na cadeira. Espero que o filme me faca chorar. Comi o chocolate muito rapido. O filme acabou duas horas depois do chocolate. Nao chorei. Nao gostei do filme, pra falar a verdade. E agora? Tem todo o resto do dia pela frente. Vou caminhar.
Caminhar, caminhar, caminhar. Olhar as mulheres que circulam pelo East Village, olhar camisetas de bandas na Saint Marks. Continuar caminhando. Vou ate a Universidade abrir os meus emails. Ta fechado a essa hora. Os putos estao de ferias. Fazer o que? Tirar 40 dolares no caixa do Citi bank caso eu queira fazer outra coisa. Vou caminhar. Comer. Nao tenho la tanta fome, mas eh uma maneira de me saciar. Taco Bell. Nem vi direito que comida era, pedi o numero 6. Espero que seja bom. As primeiras dentadas revelam que eu estava realmente com fome. Ou isso, ou o numero 6 eh realmente bom. Nao sei dizer mais a esse ponto. O cara ddo caixa do Pizza Hut express, que fica dentro do Taco Bell, fica me encarando por um longo minuto. Eh o cara mais feio que ja vi na minha vida. Uma caricatura ambulante. Para de me olhar! Para de me olhar! Virou a cara. Vou mijar no Wendy's porque o banheiro do Taco Bell estava interditado. O banheiro do Wendy's fedia a asa e tinha sangue de alguma porca que menstruou por cima da tampa do vaso e nao teve a decencia de limpar. Levando a tampa com o pe e mijo trancando a respiracao. Puxo a descarga com o pe e saio correndo. Caminho ate a Union Square. La tem uma banda de Rap com rock/metal fazendo um set acustico e pedindo uns dolares. Eles sao realmente muito bons. Foi a melhor parte do meu dia ate agora. Compro o CD deles por 5 dolares. Vou propor de fazer o video deles. Eles param para um intervalo. Vou ate a Barnes & Nobles ver uns livros. A loja vai fechar em meia hora. Algumas coisas me interessam, mas qualquer coisa que eu fosse comprar seria um desperdicio de dinheiro. Eu iria encher o saco em 5 minutos, do jeito que eu ando. Queria poder conhecer alguma mulher em uma livraria, isso salvaria o meu dia. Fico em pe fingindo ler um livro ao lado de uma loira alta. Que patetico. A mulher foi embora. Vou esperar mais um pouco pra ela nao achar que estou seguin do ela. Ridiculo. Acho melhor eu ir embora mesmo. Vou pra casa. Chego em casa. Dormir? Nem pensar. Vou ver umas putarias na internet. 3 da manha. Melhor eu ir dormir.
Wednesday, May 26, 2004
Tuesday, May 18, 2004
RIp-Off
Pra quem nao sabe, a traducao do termo pode ser toscamente interpretada como copia, ou chupacao, imitacao, whatever. Bom, ontem eu fui ver o novo filme do Tolni Scott, diretor de filmes como Top Gun, Dias de Trovao, Spy Games, etc e irmao do Ridley Scott (Blade Runner, Gladiador, Thelma e Louise). Mas esse filme que eu fui ver se chama Man on Fire, e eh um total rip-off estetico de Cidade de Deus. E nao estou exagerando nao. O filme que eh estrelado pelo otimo Denzel Washington, traz ainda no elenco dois brasileiros que estavam no elenco de Cidade de Deus. Um eh aquele maneh que fazia o Paraiba, que casa com o Rodrigo Santoro em Carandiru, o outro eh o que fazia o Libanes em Cidade de Deus, tambem conhecido como o Genio do antigo comercial do Guarana Antartica. Mas anyway, os dois fazem papeis de viloes no filme, o libanez apanha tanto do Denzel Washington que fica com a boca torta falando um ingles literalmente meia-boca, que eh dublado nos planos mais abertos. Ja o Paraiba parece ter aprendido umas boas licoes com Rodrigo Santoro, nao fala uma palavra, soh geme chora e grita. Mas no mais as cameras copiam tantos planos e ideias de CDD que chega a ser constragedor (sem falar do roteiro que eh extremamente constarngedor). Tem uma cena que se passa numa Rave que imita a cena do baile black do Cidade de Deus descaradamente, tem ateh o Denzel Washington dando tiros pra cima pra espantar a massa, exatamente como o Ze Pequeno fez. Tem cenas em favelas do Mexico e em algumas cenas de acao ateh uma bateria de escola de samba toca pra chupar a trilha de Ed Cortez e Antonio Pinto. Fora isso tem tem tanto flash-frame no filme que chega a ser ridiculo - os menos desavisados podem pensar que os caras filmaram com uma camera ruim. O filme ainda abusa da malandragem em letreiros que se sobrepoem a tela pra traduzir os dialogos em espanhol e as vezes frizar algumas palavras chaves como "I want your life", a imagem congela, as letrinhas dancam na tela - coisa mais imbecil. Um trailer de duas horas de duracao. Do inicio ao fim eh essa palhacada. A boa noticia eh que eles deixaram umas luzinhas acesas que ficavam bem em cima da minha cabeca. Me incomodou. Ao final da sessao fui reclamar e ganhei um ingresso de graca. Acho que hoje eu vou ver Van Helsin, ou Hell Boy, ou talvez Eternal Sunshine of the Spotless Mind mais uma vez.
Mas no mais deixo seguinte recado para o Toni Scott:
tsc-tsc...
Pra quem nao sabe, a traducao do termo pode ser toscamente interpretada como copia, ou chupacao, imitacao, whatever. Bom, ontem eu fui ver o novo filme do Tolni Scott, diretor de filmes como Top Gun, Dias de Trovao, Spy Games, etc e irmao do Ridley Scott (Blade Runner, Gladiador, Thelma e Louise). Mas esse filme que eu fui ver se chama Man on Fire, e eh um total rip-off estetico de Cidade de Deus. E nao estou exagerando nao. O filme que eh estrelado pelo otimo Denzel Washington, traz ainda no elenco dois brasileiros que estavam no elenco de Cidade de Deus. Um eh aquele maneh que fazia o Paraiba, que casa com o Rodrigo Santoro em Carandiru, o outro eh o que fazia o Libanes em Cidade de Deus, tambem conhecido como o Genio do antigo comercial do Guarana Antartica. Mas anyway, os dois fazem papeis de viloes no filme, o libanez apanha tanto do Denzel Washington que fica com a boca torta falando um ingles literalmente meia-boca, que eh dublado nos planos mais abertos. Ja o Paraiba parece ter aprendido umas boas licoes com Rodrigo Santoro, nao fala uma palavra, soh geme chora e grita. Mas no mais as cameras copiam tantos planos e ideias de CDD que chega a ser constragedor (sem falar do roteiro que eh extremamente constarngedor). Tem uma cena que se passa numa Rave que imita a cena do baile black do Cidade de Deus descaradamente, tem ateh o Denzel Washington dando tiros pra cima pra espantar a massa, exatamente como o Ze Pequeno fez. Tem cenas em favelas do Mexico e em algumas cenas de acao ateh uma bateria de escola de samba toca pra chupar a trilha de Ed Cortez e Antonio Pinto. Fora isso tem tem tanto flash-frame no filme que chega a ser ridiculo - os menos desavisados podem pensar que os caras filmaram com uma camera ruim. O filme ainda abusa da malandragem em letreiros que se sobrepoem a tela pra traduzir os dialogos em espanhol e as vezes frizar algumas palavras chaves como "I want your life", a imagem congela, as letrinhas dancam na tela - coisa mais imbecil. Um trailer de duas horas de duracao. Do inicio ao fim eh essa palhacada. A boa noticia eh que eles deixaram umas luzinhas acesas que ficavam bem em cima da minha cabeca. Me incomodou. Ao final da sessao fui reclamar e ganhei um ingresso de graca. Acho que hoje eu vou ver Van Helsin, ou Hell Boy, ou talvez Eternal Sunshine of the Spotless Mind mais uma vez.
Mas no mais deixo seguinte recado para o Toni Scott:
tsc-tsc...
Friday, May 14, 2004
Se fosse um pao duro do caralho eu acho que eu ja estaria rico por essas alturas. Mas nao dah. Nao ha como viver sem torrar metade do teu dinheiro com trago e mulher. Eh como dizia aquela velha piada de porta de banheiro. "Metade da minha fortuna eu gastei em mulher e bebida, a outra eu disperdicei". Mas enfim, essa breve introducao eh soh um pequeno comentario sobre o relato que farei da noite anterior.
Quando deixei o restaurante ontem era meia-noite, ou quase lah. Eu e o Sergio, que eh um garcon paulista que trabalha comigo, pegamos um Taxi ateh um lugar chamado Don Hill (assim mesmo) na Greenwich St. com a Spring, onde encontrariamos a minha amiga Silvia. O taxi foi 5 dolares. Na porta levamos a primeira facada - 20 dolares morto pra entrar. A Silvia tinha me dito que deveria custar uns 5. Mas tudo bem, agora que ja estava lah, que se foda, nao eh mesmo? Era uma festinha anos 80 e o lugar, apesar de nao estar muito cheio, tinha umas gatinhas para o deleite dos meus olhos, o que jah faz valer metade do dinheiro investido. Como o Sergio havia pagado o taxi, eu paguei as primeiras cevas. Duas Red Stripes (cerveja jamaicana, otima) 13 dolares. Juntamos nossos trocos e mais duas red stripes, o dinheiro ja havia ido embora. Abri uma conta no meu cartao de credito, e de-lhe ceva. Ja haviamos trocado para a Rolling Rock, que eh uma cerveja mais barata e mais vagabunda, mas que servia ao seu proposito. Mais 35 dolares. Taxi ateh o East Village, que eu fui de carona com a Silvia e sua amiga Grega. Uma pizza pros borrachos as 3 da manha, mais 3 dolares. Alguem estah fazendo as contas? Caminhei ateh a 14 onde para pegar o Subway para o Brooklyn, mas antes parei num barzinho pra dar uma mijada. Ao chegar na parada do metro, me sentei no banco e o mundo rodava (eu nao, havia tomado somente cerveja, ha detalhes que estou omitindo). Resolvi me deitar no banco. Dei uma cochilada, mas podia perceber que algumas pessoas chegavam e ficam incomodadas pois tinha um pinguco deitado no banco aonde eles queriam sentar. De vez em quando abria um olho pra ver se o trem se aproximava. A porra do trem soh chegou as 4:06 da manha. No trem dei mais uma cochilada e acordei por milagre quando chegava na minha parada de destino - Montrose Ave. Acordei ao meio-dia de ressaca. Vim pra Manhattan, comi um xisburguer porco do Wendy's e cah estou com uma pitadinha de dor de cabeca. Mas acho que no final das contas nao me arrependo dos 70 dolares gastos durante a noite. Ainda bem que eu ganho em dolares, se nao tava fudido. Alias, acho que eu to fudido de qualquer jeito, meu cartao de credito vai sair uma nota esse mes, e a conta do celular... Eh bom nem pensar.
Quando deixei o restaurante ontem era meia-noite, ou quase lah. Eu e o Sergio, que eh um garcon paulista que trabalha comigo, pegamos um Taxi ateh um lugar chamado Don Hill (assim mesmo) na Greenwich St. com a Spring, onde encontrariamos a minha amiga Silvia. O taxi foi 5 dolares. Na porta levamos a primeira facada - 20 dolares morto pra entrar. A Silvia tinha me dito que deveria custar uns 5. Mas tudo bem, agora que ja estava lah, que se foda, nao eh mesmo? Era uma festinha anos 80 e o lugar, apesar de nao estar muito cheio, tinha umas gatinhas para o deleite dos meus olhos, o que jah faz valer metade do dinheiro investido. Como o Sergio havia pagado o taxi, eu paguei as primeiras cevas. Duas Red Stripes (cerveja jamaicana, otima) 13 dolares. Juntamos nossos trocos e mais duas red stripes, o dinheiro ja havia ido embora. Abri uma conta no meu cartao de credito, e de-lhe ceva. Ja haviamos trocado para a Rolling Rock, que eh uma cerveja mais barata e mais vagabunda, mas que servia ao seu proposito. Mais 35 dolares. Taxi ateh o East Village, que eu fui de carona com a Silvia e sua amiga Grega. Uma pizza pros borrachos as 3 da manha, mais 3 dolares. Alguem estah fazendo as contas? Caminhei ateh a 14 onde para pegar o Subway para o Brooklyn, mas antes parei num barzinho pra dar uma mijada. Ao chegar na parada do metro, me sentei no banco e o mundo rodava (eu nao, havia tomado somente cerveja, ha detalhes que estou omitindo). Resolvi me deitar no banco. Dei uma cochilada, mas podia perceber que algumas pessoas chegavam e ficam incomodadas pois tinha um pinguco deitado no banco aonde eles queriam sentar. De vez em quando abria um olho pra ver se o trem se aproximava. A porra do trem soh chegou as 4:06 da manha. No trem dei mais uma cochilada e acordei por milagre quando chegava na minha parada de destino - Montrose Ave. Acordei ao meio-dia de ressaca. Vim pra Manhattan, comi um xisburguer porco do Wendy's e cah estou com uma pitadinha de dor de cabeca. Mas acho que no final das contas nao me arrependo dos 70 dolares gastos durante a noite. Ainda bem que eu ganho em dolares, se nao tava fudido. Alias, acho que eu to fudido de qualquer jeito, meu cartao de credito vai sair uma nota esse mes, e a conta do celular... Eh bom nem pensar.
Thursday, May 13, 2004
Coisas que acontecem
Buenas,
Nada de novo realmente acontece. Isso, por si soh ja se poderia dizer que eh algo novo. Com o fim das minhas aulas nada de fato vai mudar na minha vida a nao ser pelo fato de que eu vou ter mais algumas horas livres nas tercas-feiras. Eu continuo tendo um filme pra finalizar, continuo trabalhando quase todos os dias atras de um Bar. O Harvey Keitel passou la de novo. Porem como um leegitimo New Yorker que estou essas coisas nao mee impressionam mais. Ja cruzei pela Juliane Moore 3 vezes eu ja quase estou dando bom dia pra ela. Mas no mais a unica coisa que acontece eh uma calmaria de fatos, nada de surpreendente. Vi o Kill Bill 2, apresentei o meu filme pra aula e soh. Tirando o meu dinheirinho, gastando. mmm. Naao sei nem mais o que escrever.
Que chatisse.
Buenas,
Nada de novo realmente acontece. Isso, por si soh ja se poderia dizer que eh algo novo. Com o fim das minhas aulas nada de fato vai mudar na minha vida a nao ser pelo fato de que eu vou ter mais algumas horas livres nas tercas-feiras. Eu continuo tendo um filme pra finalizar, continuo trabalhando quase todos os dias atras de um Bar. O Harvey Keitel passou la de novo. Porem como um leegitimo New Yorker que estou essas coisas nao mee impressionam mais. Ja cruzei pela Juliane Moore 3 vezes eu ja quase estou dando bom dia pra ela. Mas no mais a unica coisa que acontece eh uma calmaria de fatos, nada de surpreendente. Vi o Kill Bill 2, apresentei o meu filme pra aula e soh. Tirando o meu dinheirinho, gastando. mmm. Naao sei nem mais o que escrever.
Que chatisse.
Wednesday, May 05, 2004
Pra quem acha que a vida aqui eh facil, algumas informacoes:
1 - em tres meses morando aqui eu ja paguei mais de 750 dolares em impostos (descontados do meu paycheck).
2 - Como nao sou Americano eh quase certo que eu nunca vou ver um centavo dessa grana de volta no Tax return.
3 - Pra fazer uma transferencia de dinheiro para o Brasil eu nao posso usar o metodo mais barato. Internet. Porque no site do Citibank nao tem Brazil (tem Brunei, bahamas, bolivia,...). Entao tive que ir ate a agencia e fazer uma transferencia pagando a modica taxa de 40 dolares. Isso tudo pra pagar o meu cartao no Brasil e tirar minha conta do Bradesco do vermelho.
A boa noticia eh que aqui tem dinheiro e uma hora ele pode vir parar na minha mao.
1 - em tres meses morando aqui eu ja paguei mais de 750 dolares em impostos (descontados do meu paycheck).
2 - Como nao sou Americano eh quase certo que eu nunca vou ver um centavo dessa grana de volta no Tax return.
3 - Pra fazer uma transferencia de dinheiro para o Brasil eu nao posso usar o metodo mais barato. Internet. Porque no site do Citibank nao tem Brazil (tem Brunei, bahamas, bolivia,...). Entao tive que ir ate a agencia e fazer uma transferencia pagando a modica taxa de 40 dolares. Isso tudo pra pagar o meu cartao no Brasil e tirar minha conta do Bradesco do vermelho.
A boa noticia eh que aqui tem dinheiro e uma hora ele pode vir parar na minha mao.
Wednesday, April 28, 2004
Atencao New York Bastards!
Hoje (qurta-feira dia 28 de Abril) tem a New York Premiere de The Man Who Copied (fala serio!). Falei com a Luli (Luciana Tomasi, produtora executiva) na segunda-feira e ela vai estar apresentando o Homem que Copiava no Quad Cinema, que fica na 13th St. entre a quinta e a sexta ave. as 7:10 PM. Depois a bagaca segue no Nell's (14th St. entre &th e 8th Ave.) onde tera uma festinha.
See ya!
Hoje (qurta-feira dia 28 de Abril) tem a New York Premiere de The Man Who Copied (fala serio!). Falei com a Luli (Luciana Tomasi, produtora executiva) na segunda-feira e ela vai estar apresentando o Homem que Copiava no Quad Cinema, que fica na 13th St. entre a quinta e a sexta ave. as 7:10 PM. Depois a bagaca segue no Nell's (14th St. entre &th e 8th Ave.) onde tera uma festinha.
See ya!
Saturday, April 24, 2004
Dark Water
Domingo passado tava um pouco devagar no restaurante, e apesar do pouco dinheiro que se ganha nessas noites, eu prefiro trabalhar assim. Com o clima mais tranquilo da pra conversar com as pessoas que sentam no bar e os drinks por alguma incrivel razao saem melhores (eh porque eu nao erro as doses). Pois nesse domingo, um casal sentou ao bar e comecaram a conversar enquanto tomavam dois calices de Vinha do Monte - Alentejo. Em principio nao prestei muito atencao no que eles falavam, mas de vez em quando algumas palavras como 'stage', 'set' e 'shoot' estalavam no meu ouvido. Resolvi perguntar pra eles se eles trabalhavam com televisao. Me responderam que trabalhavam com cinema. A conversa ficou bem melhor. Disse pra eles que eu estudava cinema e que tava querendo ser diretor e roteirista e tudo mais e que eu era do Brasil. Que coincidencia. O cara tava trabalhando em um filme da Disney dirigido por um brasileiro. "Who?" Perguntei. 'Walter Salles' respondeu o cara. Nao sei se minha cara iluminou ou coisa parecida, mas soh sei que ele me faalou pra ligar pra ele pra ir visitar o set. O cara se chamava Nick e era diretor de arte do filme. Eu tava impressionado.
Quarta feira liguei pro Nick. Ele me disse que nao poderia me levar no set porque era aultima semana de filmagem e que o pessoal ficaria um pouco de cara se ele aparecesse com um visitante. Mas me falou pra eu passar no departamento de arte e conhecer o trabalho dele e da Therese. Therese era a Production Designer, que no brasil eh conhecido como o o diretor de arte (o Art Director aqui eh como um diretor de producao/supervisor do departamento de arte, enquanto que o desenhista de producao eh a cabeca criativa do processo). Nick e Therese ja foram responsaveis pela arte de varios filmes conhecidos como Alta Fidelidade (do Stephen Frears) e O Verao de Sam (do Spike Lee).
O filme que o Walter Salles ta dirigindo se chama Dark Water e eh um remake de um suspense japones de mesmo nome que a Buena Vista, que eh um braco da Disney, tah bancando. A Jennifer Conelly eh a atriz principal. O Departamento de arte era todo um andar de um predio em midtown. E tinha paredes cheias de fotos de referencia, desenhos, plantas e outros papeis. Nick me mostrou as fotos do cenario que eles montaram no Canada, onde tinham filmado a maior parte do filme. O cenario era uma estupidez - o interior de um predio 'pre-war' de Nova Iorque INTEIRO levantado dentro de um estudio. Tinha corredores, elevador, apartamentos, lavanderia, telhado com a replica de um tanque de agua imenso e um pano gigante com uma foto de Nova Iorque vista de Roosvelt Island (onde se passa a historia). Depois dessa tour Nick me disse. Porque tu nao simplesmente aparece no set? Talvez eu desse sorte e eles me deixassem ficar por lah. Ok, falei. Vou fazer isso.
Quinta feira de manha eu ja estava la em Roosvelt Island. Assim que comeco a ver os primeiros caminhoes, avisto de cara o Walter Salles. Chego pra ele na maior cara dura e falo. "Walter Salles, tudo bom?". "Tudo bom" responde ele "brasileiro?" E ai comecei a usar dos meus truques sujos. "Tu conhece o meu pai. Ele fez um churrasco pra ti uma vez". E ele lembrava. "Nao soh fez um churrasco, como fez um otimo churrasco." O churrasco do pai eh foda."Tu mora aqui?" perguntou ele. "To estudando cinema" falei e ja engatei contando toda a historia de que tinha conhecido o diretor de arte no restaurante onde eu trabalhava e que conheci a Therese e todo o departamento de arte. Ele falou do inverno em Toronto, da producao, Disney e toda historia. Eu falei que tinha feito um curta com o Fernando Alves Pinto, que tinha trabalhado na Zeppelin e logo logo nos ja eramos duas cumadres. Me pediu licensa porque tavam chamando ele e disse "Vai ficar por ai?" ."Posso?" perguntei. "Claro. Fica por ai, se quiser comer alguma coisa..." Achei melhor nao abusar.
Fui caminhando pelo set. Quando cheguei proximo aos monitores e das cadeirinhas de diretor, pude ler Affonso Beato A.S.C, A.B.C. Pra quem nao sabe, Affonso Beato eh um grande diretor de fotografia brasileiro que ja trabalhou com o Glauber Rocha, o Pedro Almodovar, entre outros. Perambulei mais um pouco e encontrei o ele. "Affonso, tudo bom?" Ele foi super simpatico, me tratou como se me conhcesse. "Acho que tu nao deves lembrar de mim mas eu te conheci no Festival de Brasilia, sou amigo do Feijao (diretor de fotografia de 'O Baile Perfumado' e amigo de longa data do Affonso Beato e parceiro meu de festa no dito festival)". "Claro, agora eh que caiu a ficha" . "Yaeh, right" pensei. Ele me falou que tava esperando pra ver se nublava, e trocou mais alguma ideia sobre cinema comigo. Eu tava em casa. Apos essa breve introducao, me recolhi ao meu canto e tentei ficar invisivel. Mas a equipe inteira ja tinha visto que eu era cupinhcha dos dos diretores. Logo depois chegou a Jennifer Conelly, que, ca entre nos, nao eh tudo aquilo, e eles comecaram a funcao. Duas cameras Panavision, uma num dolly fazia o close enquanto outra no stedy-cam fazia o plano aberto. Eles ensaiaram umas cinco ou seis vezes e pararam pra aumocar. Ja tinha visto o suficiente. Fui me dispedir do Walter e ele me deu um abraco como se fosse um amigo de familia (e de alguma forma somos todos, nao?). Desejei boa sorte e perguntei quando estreava o novo filme dele Diarios de Motocicleta. Em maio no Brasil e em outubro aqui nos EUA, era a resposta e ele completou com "Esse eu quero que tu vejas" com orgulho de quem fez o filme que queria. Quanto a Dark Water ele imaginaava que em dezembro nos EUA mas nunca se sabe. Tem estrategias de lancamento, teste com audiencia. Disney, sabe como eh?
Peguei o trem, bem faceiro de volta pra Manhattan. A duas quadras do Alfama vi um outro set, soh que bem menor, era o fotografo Terry Richardson fazendo uma campanha para um jeans italiano. Ai nova iorque. E o verao tah pra chegar.
abracos
Macello Lima
Domingo passado tava um pouco devagar no restaurante, e apesar do pouco dinheiro que se ganha nessas noites, eu prefiro trabalhar assim. Com o clima mais tranquilo da pra conversar com as pessoas que sentam no bar e os drinks por alguma incrivel razao saem melhores (eh porque eu nao erro as doses). Pois nesse domingo, um casal sentou ao bar e comecaram a conversar enquanto tomavam dois calices de Vinha do Monte - Alentejo. Em principio nao prestei muito atencao no que eles falavam, mas de vez em quando algumas palavras como 'stage', 'set' e 'shoot' estalavam no meu ouvido. Resolvi perguntar pra eles se eles trabalhavam com televisao. Me responderam que trabalhavam com cinema. A conversa ficou bem melhor. Disse pra eles que eu estudava cinema e que tava querendo ser diretor e roteirista e tudo mais e que eu era do Brasil. Que coincidencia. O cara tava trabalhando em um filme da Disney dirigido por um brasileiro. "Who?" Perguntei. 'Walter Salles' respondeu o cara. Nao sei se minha cara iluminou ou coisa parecida, mas soh sei que ele me faalou pra ligar pra ele pra ir visitar o set. O cara se chamava Nick e era diretor de arte do filme. Eu tava impressionado.
Quarta feira liguei pro Nick. Ele me disse que nao poderia me levar no set porque era aultima semana de filmagem e que o pessoal ficaria um pouco de cara se ele aparecesse com um visitante. Mas me falou pra eu passar no departamento de arte e conhecer o trabalho dele e da Therese. Therese era a Production Designer, que no brasil eh conhecido como o o diretor de arte (o Art Director aqui eh como um diretor de producao/supervisor do departamento de arte, enquanto que o desenhista de producao eh a cabeca criativa do processo). Nick e Therese ja foram responsaveis pela arte de varios filmes conhecidos como Alta Fidelidade (do Stephen Frears) e O Verao de Sam (do Spike Lee).
O filme que o Walter Salles ta dirigindo se chama Dark Water e eh um remake de um suspense japones de mesmo nome que a Buena Vista, que eh um braco da Disney, tah bancando. A Jennifer Conelly eh a atriz principal. O Departamento de arte era todo um andar de um predio em midtown. E tinha paredes cheias de fotos de referencia, desenhos, plantas e outros papeis. Nick me mostrou as fotos do cenario que eles montaram no Canada, onde tinham filmado a maior parte do filme. O cenario era uma estupidez - o interior de um predio 'pre-war' de Nova Iorque INTEIRO levantado dentro de um estudio. Tinha corredores, elevador, apartamentos, lavanderia, telhado com a replica de um tanque de agua imenso e um pano gigante com uma foto de Nova Iorque vista de Roosvelt Island (onde se passa a historia). Depois dessa tour Nick me disse. Porque tu nao simplesmente aparece no set? Talvez eu desse sorte e eles me deixassem ficar por lah. Ok, falei. Vou fazer isso.
Quinta feira de manha eu ja estava la em Roosvelt Island. Assim que comeco a ver os primeiros caminhoes, avisto de cara o Walter Salles. Chego pra ele na maior cara dura e falo. "Walter Salles, tudo bom?". "Tudo bom" responde ele "brasileiro?" E ai comecei a usar dos meus truques sujos. "Tu conhece o meu pai. Ele fez um churrasco pra ti uma vez". E ele lembrava. "Nao soh fez um churrasco, como fez um otimo churrasco." O churrasco do pai eh foda."Tu mora aqui?" perguntou ele. "To estudando cinema" falei e ja engatei contando toda a historia de que tinha conhecido o diretor de arte no restaurante onde eu trabalhava e que conheci a Therese e todo o departamento de arte. Ele falou do inverno em Toronto, da producao, Disney e toda historia. Eu falei que tinha feito um curta com o Fernando Alves Pinto, que tinha trabalhado na Zeppelin e logo logo nos ja eramos duas cumadres. Me pediu licensa porque tavam chamando ele e disse "Vai ficar por ai?" ."Posso?" perguntei. "Claro. Fica por ai, se quiser comer alguma coisa..." Achei melhor nao abusar.
Fui caminhando pelo set. Quando cheguei proximo aos monitores e das cadeirinhas de diretor, pude ler Affonso Beato A.S.C, A.B.C. Pra quem nao sabe, Affonso Beato eh um grande diretor de fotografia brasileiro que ja trabalhou com o Glauber Rocha, o Pedro Almodovar, entre outros. Perambulei mais um pouco e encontrei o ele. "Affonso, tudo bom?" Ele foi super simpatico, me tratou como se me conhcesse. "Acho que tu nao deves lembrar de mim mas eu te conheci no Festival de Brasilia, sou amigo do Feijao (diretor de fotografia de 'O Baile Perfumado' e amigo de longa data do Affonso Beato e parceiro meu de festa no dito festival)". "Claro, agora eh que caiu a ficha" . "Yaeh, right" pensei. Ele me falou que tava esperando pra ver se nublava, e trocou mais alguma ideia sobre cinema comigo. Eu tava em casa. Apos essa breve introducao, me recolhi ao meu canto e tentei ficar invisivel. Mas a equipe inteira ja tinha visto que eu era cupinhcha dos dos diretores. Logo depois chegou a Jennifer Conelly, que, ca entre nos, nao eh tudo aquilo, e eles comecaram a funcao. Duas cameras Panavision, uma num dolly fazia o close enquanto outra no stedy-cam fazia o plano aberto. Eles ensaiaram umas cinco ou seis vezes e pararam pra aumocar. Ja tinha visto o suficiente. Fui me dispedir do Walter e ele me deu um abraco como se fosse um amigo de familia (e de alguma forma somos todos, nao?). Desejei boa sorte e perguntei quando estreava o novo filme dele Diarios de Motocicleta. Em maio no Brasil e em outubro aqui nos EUA, era a resposta e ele completou com "Esse eu quero que tu vejas" com orgulho de quem fez o filme que queria. Quanto a Dark Water ele imaginaava que em dezembro nos EUA mas nunca se sabe. Tem estrategias de lancamento, teste com audiencia. Disney, sabe como eh?
Peguei o trem, bem faceiro de volta pra Manhattan. A duas quadras do Alfama vi um outro set, soh que bem menor, era o fotografo Terry Richardson fazendo uma campanha para um jeans italiano. Ai nova iorque. E o verao tah pra chegar.
abracos
Macello Lima
Monday, April 19, 2004
Faz de conta que ninguem entende ingles - portanto ninguem vai saber o que tah escrito aqui. Ok? Entao estamos falados. La vai:
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Letter #2
New York, April 12th 2004.
Dear Mrs. Bray,
By now you might have noticed that music is a big part of my life. Like, when I see a pack of Parliaments, I begin to listen George Clinton and the The Parliament Funcadhelic playing Atomic Dog in my head. And Saturday, as I was going home I had another tune in my head. One that kind of spooked me. I was walking home humming and singing The Killing Moon, by Echo and The Bunnymen. That's the opening theme from that Donnie Darko movie we were watching. Well, what spooked me was that I don't know much of the lyrics so I was humming most parts of it, but the chorus part I know, and it goes like "Fate (right then I remembered your tattoo) up against your will, through the thick and thin, you will wait until, you give yourself to him." And I remembered then. That when I was sleeping with you... Wait.
Let's pause for a second. First let me say that I loved spooning (I don't know if I'm using the expression in the correct way) with you all night long. That really felt, extremely good. Just laying there holding you. It was amazing. And in the morning when we were waking up, and, you know. It was really, really great. And I specially liked when we were like, you in jeans, no shirt on, me getting dressed, laughing that was very cool.
But going back to when I was sleeping with you, I remembered that I had this nightmare that I was trying to go in some place and Donnie Darko, wouldn't let me go in. And Donnie was this short little guy, but he was a mean bastard, trying to hit me with his forehead. And I was like throwing punches on him, "like get off of me, asshole!" and I suddenly woke up because I thought I was jummping in bed, and I even thought that I had waken you up. But you were still sleeping, so I held a little more. It was already in the morning because there was light coming in the room and I wanted to fall asleep again so I could go back in my dream and kick donnie's ass. But I never when back to that dream again.
So anyway. The following night was kinda cool because I served a drink to Mr. Harvey Keitel, and made some ok tips and stuff. So wanted to tell you that and wish you happy Easter and all. But your phone was off. So I left you a message, because I also wanted to give you something that I think you would like. And the I called you again last night but you didn't answer the phone. Bitch. (just kidding, I AM KIDDING, I do not think that you have anything related to dogs except being cute). Well, so I wnet home to sleep.
So this morning I woke up and I had this music playing in my head. And I was humming this all morning long.
"I have stood here before inside the pouring rain
With the world turning circles running 'round my brain
I guess I'm always hoping that you'll end this reign
But it's my destiny to be the king of pain"
Isn't this depressive? Doesn't it want to go like "Oh, you poor thing. Come to Greenpoint and I will spoon with you all night long again". Doesn't it make you want call me right the way?
I never had this Police song in my head before. It's all because of you. I listend to this song the two times we were together.
So. My dear Meredith. Appear.
Yours honestly,
Marcello Lima
@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@
Letter #2
New York, April 12th 2004.
Dear Mrs. Bray,
By now you might have noticed that music is a big part of my life. Like, when I see a pack of Parliaments, I begin to listen George Clinton and the The Parliament Funcadhelic playing Atomic Dog in my head. And Saturday, as I was going home I had another tune in my head. One that kind of spooked me. I was walking home humming and singing The Killing Moon, by Echo and The Bunnymen. That's the opening theme from that Donnie Darko movie we were watching. Well, what spooked me was that I don't know much of the lyrics so I was humming most parts of it, but the chorus part I know, and it goes like "Fate (right then I remembered your tattoo) up against your will, through the thick and thin, you will wait until, you give yourself to him." And I remembered then. That when I was sleeping with you... Wait.
Let's pause for a second. First let me say that I loved spooning (I don't know if I'm using the expression in the correct way) with you all night long. That really felt, extremely good. Just laying there holding you. It was amazing. And in the morning when we were waking up, and, you know. It was really, really great. And I specially liked when we were like, you in jeans, no shirt on, me getting dressed, laughing that was very cool.
But going back to when I was sleeping with you, I remembered that I had this nightmare that I was trying to go in some place and Donnie Darko, wouldn't let me go in. And Donnie was this short little guy, but he was a mean bastard, trying to hit me with his forehead. And I was like throwing punches on him, "like get off of me, asshole!" and I suddenly woke up because I thought I was jummping in bed, and I even thought that I had waken you up. But you were still sleeping, so I held a little more. It was already in the morning because there was light coming in the room and I wanted to fall asleep again so I could go back in my dream and kick donnie's ass. But I never when back to that dream again.
So anyway. The following night was kinda cool because I served a drink to Mr. Harvey Keitel, and made some ok tips and stuff. So wanted to tell you that and wish you happy Easter and all. But your phone was off. So I left you a message, because I also wanted to give you something that I think you would like. And the I called you again last night but you didn't answer the phone. Bitch. (just kidding, I AM KIDDING, I do not think that you have anything related to dogs except being cute). Well, so I wnet home to sleep.
So this morning I woke up and I had this music playing in my head. And I was humming this all morning long.
"I have stood here before inside the pouring rain
With the world turning circles running 'round my brain
I guess I'm always hoping that you'll end this reign
But it's my destiny to be the king of pain"
Isn't this depressive? Doesn't it want to go like "Oh, you poor thing. Come to Greenpoint and I will spoon with you all night long again". Doesn't it make you want call me right the way?
I never had this Police song in my head before. It's all because of you. I listend to this song the two times we were together.
So. My dear Meredith. Appear.
Yours honestly,
Marcello Lima
Friday, April 16, 2004
Notas Sobre Ontem A Noite
Well,
Sao 2:32 da manha. Eu resolvi descer uma parada antes da habitual. Nao precisa dizer que eu estou completamente bebado. Um resumo da noite: Passei na minha prima Cris, onde fiz uma caipirinha reforcada com Ypioca, fomos para o The Hole, onde se pagava dez dolares na entrada e se bebia o quanto podia. Trago a vontade. Depois fomos para o LIT. Mais trago. E finalmente me encontro no meu local favorito para uma Larica de fim-de-noite do Brooklyn. Se chama Sabur Mexicano e fica aberto a noite toda na Grand St. quase esquina com a Graham Ave. Pedi um Gyro (to go). To morrendo de fome. E bebado. Essa porra tah demorando. Resolvi tirar da minha mochila o meu 'idea book', que nada mais eh do que um caderninho de anotacoes, onde eu despejo os meus lameentos a respeito das injusticas da ardua vida novaiorquina. Como por exemplo, ATM cash machines. Cobram U$ 1,50 toda vez qquee tu vai tirar 20 mangos para nao passar fome. E aproveitando que comecei a chorar as minhas pitangas...Fuck you bush. Com sua guerrinha de merda que leva 110% do dinheiro que eu ganho em impostos. E alem disso essa cidade eh so muthufickin expensive!. Mas pelo menos tem suas coisas boas. Nicole Kidman, por exemplo. Hoje, quando eu caminhava pelo East Village, viajando nos sinais e placas de rua, passando por um cinema e me deslumbrando 'po, City of God ainda em Cartaz, que legal...' e seguindo mais uns passos comecei a ver caminhoes e mais caminhoes. Era a producao do novo filme do Sidney Pollack, The Interpreters, com Nicole Kidman e Sean Penn no elenco. Parei na esquina da 7th St. com a 3rd Ave. e vi a Nicole rodando uma cena. Meu amor... Depois veio o Sideny Pollack, falou com ela, ela ficou por ali mais alguns minutos, ai passou um carro e levou ela embora. -
Caralho! Ja fazem 18 minutos que eu pedi o meu Gyro e ateh agora essa porra nao chegou! Que merda! Ai Nicole Kidman, vem aqui pro Brooklyn, conforta esse coracao carente (a Juju que em desculpe, mas a Nicole Kidman eh a Nicole Kidman). E acreditem amigos, ela eh tudo aquilo que aparece na tela.
Que merda! Porra, cade o meu Gyro! To morrendo de fome, caralho!
...
Estou em casa. Os filhos da puta demoraram mais valeu a pena. Essa porra desse gyro eh divino. Como eh bom. Amanha vou almocar lah.
Well,
Sao 2:32 da manha. Eu resolvi descer uma parada antes da habitual. Nao precisa dizer que eu estou completamente bebado. Um resumo da noite: Passei na minha prima Cris, onde fiz uma caipirinha reforcada com Ypioca, fomos para o The Hole, onde se pagava dez dolares na entrada e se bebia o quanto podia. Trago a vontade. Depois fomos para o LIT. Mais trago. E finalmente me encontro no meu local favorito para uma Larica de fim-de-noite do Brooklyn. Se chama Sabur Mexicano e fica aberto a noite toda na Grand St. quase esquina com a Graham Ave. Pedi um Gyro (to go). To morrendo de fome. E bebado. Essa porra tah demorando. Resolvi tirar da minha mochila o meu 'idea book', que nada mais eh do que um caderninho de anotacoes, onde eu despejo os meus lameentos a respeito das injusticas da ardua vida novaiorquina. Como por exemplo, ATM cash machines. Cobram U$ 1,50 toda vez qquee tu vai tirar 20 mangos para nao passar fome. E aproveitando que comecei a chorar as minhas pitangas...Fuck you bush. Com sua guerrinha de merda que leva 110% do dinheiro que eu ganho em impostos. E alem disso essa cidade eh so muthufickin expensive!. Mas pelo menos tem suas coisas boas. Nicole Kidman, por exemplo. Hoje, quando eu caminhava pelo East Village, viajando nos sinais e placas de rua, passando por um cinema e me deslumbrando 'po, City of God ainda em Cartaz, que legal...' e seguindo mais uns passos comecei a ver caminhoes e mais caminhoes. Era a producao do novo filme do Sidney Pollack, The Interpreters, com Nicole Kidman e Sean Penn no elenco. Parei na esquina da 7th St. com a 3rd Ave. e vi a Nicole rodando uma cena. Meu amor... Depois veio o Sideny Pollack, falou com ela, ela ficou por ali mais alguns minutos, ai passou um carro e levou ela embora. -
Caralho! Ja fazem 18 minutos que eu pedi o meu Gyro e ateh agora essa porra nao chegou! Que merda! Ai Nicole Kidman, vem aqui pro Brooklyn, conforta esse coracao carente (a Juju que em desculpe, mas a Nicole Kidman eh a Nicole Kidman). E acreditem amigos, ela eh tudo aquilo que aparece na tela.
Que merda! Porra, cade o meu Gyro! To morrendo de fome, caralho!
...
Estou em casa. Os filhos da puta demoraram mais valeu a pena. Essa porra desse gyro eh divino. Como eh bom. Amanha vou almocar lah.
Thursday, April 15, 2004
Bom. Eu nao tava imaginando que a historia fosse por esse caminho. Obrigado pela tentativa. Mas nao. Nao eh isso. Alias, nem sei se a mina precisa aparecer no bar com o coroa. Eu achei que o roteiro deveria ir por um caminho... nao, deixa pra la. Continuem mandando ideias.
Daqui a pouco volto para o cutting room para terminar a montagem de 3:15. Meu proximo filminho.
Nova Iorque continua fria e chuvosa. Vou tentar ligar pra uma mina que desapareceu.
Ateh mais ver.
Daqui a pouco volto para o cutting room para terminar a montagem de 3:15. Meu proximo filminho.
Nova Iorque continua fria e chuvosa. Vou tentar ligar pra uma mina que desapareceu.
Ateh mais ver.
Wednesday, April 14, 2004
Bom galera, hoje quando eu andava meio durmindo meio acordado, eu tive uma ideia pra uma historia. Uma coisa meio novaiorquina que eu to pretendendo escrever para filmar no proximo semestre. Eu levantei, rabisquei umas notas no meu caderninho mas a ideia ficou incompleta. Entao tive a ideia de joga-la na rede pra ver o que acontece. Vou tentar dar uma traduzida-resumida pra passar oargumento e espero que voces contribuam para o final dessa historia. Seus putos!
La vai:
###########################################
Temos o nosso protagonista. Ele eh um bartender em um restaurante fino em Manhattan. A noite estah meio devagar. E ele conversa com seus colegas de trabalhos, garcons e bussers (aqueles que servem agua e tiram os pratos), e comeca a contar uma historia, que se mistura em momentos no restaurante e momentos de flashback. Essa eh a historia dele.
Um dia o cara conhece uma mina.
Depois do segundo "date" (porque por aqui o negocio funciona assim mesmo - com encontrinhos marcados) eles acabam indo pra cama. His place. Mas ela faz o seguinte alerta:
"Se nos transarmos agora, comigo semi-bebada e tudo mais, eu provavelmente vou desaparecer."
O cara pergunta
"Porque?"
E ela
"Nao sei, eu costumo fazer isso quando as coisas acontecem assim muito rapido. Eu nao retorno as ligacoes, fazo jogo duro..."
O cara achou graca e nao acreditou nela. Ele nao se conteve (tava numa tirica filhadaputa e ela era tri gostosa) e eles transaram. E depois disso ela desapareceu.
"Desapareceu assim, que nem David Coperfield?" Perguntou o garcon.
"Nao, demente..." E continuou a explicacao da historia.
No outro dia ela fez cafe para ele. eles se divertiram. Deram risadas e foram abracados ateh a estacao do trem onde, la, cada um tomou o seu rumo. E dopois disso ela desapareceu. Bem como havia alertado. Nao retornava as ligacoes do cara. Ele chegou a ligar de telefone publico, para que ela nao reconhecesse o numero. Mas assim que ela reconhecia a sua voz desligava o aparelho. Ele foi ath o lugar onde se conheceram, onde ele achava que poderia encontrar ela. Mas nada. Finalmente ela mudou o numero de telefone e toda vez que ele ligava dava um mexicano atendendo. "No no hay ninguna senora en este telefono" (ou coisa parecida). O cara ja esta desesperado.
Enquanto lamenta suas pitangas para seus colegas, um casal adentra o restaurante. Um senhor nos seus 40 e tantos, 50 anos, robusto, forte, broco, acompanhado de uma linda jovem. Ela. Sim meus amigos, ela mesma. Ele fica calado suando frio olhando pra ela abestalhado. O veio pergunta pra ela "O que voce vai querer, honey?". Ela vira pra ele como se nunca tivesse visto ele na frente e pede um Sea Breeze, o senhor pede Grey Goose Gibson. Ele baixa a cabeca e fica revirando o bar em baixo dele pensando, Sea Breeze: Vodka, Grapefruit, Cranberry, Tall Glass, lemon wedge, tall straw. Ele serve ela, a o batom fica marcado no canudo. "Ela nao usava batom" ele pensa...
E agora? Agora eh com voces. Porque que ela sumiu? Ela eh uma puta? Ou o cara eh o pai dela?
Pensem fuckers! E me deem ideias.
La vai:
###########################################
Temos o nosso protagonista. Ele eh um bartender em um restaurante fino em Manhattan. A noite estah meio devagar. E ele conversa com seus colegas de trabalhos, garcons e bussers (aqueles que servem agua e tiram os pratos), e comeca a contar uma historia, que se mistura em momentos no restaurante e momentos de flashback. Essa eh a historia dele.
Um dia o cara conhece uma mina.
Depois do segundo "date" (porque por aqui o negocio funciona assim mesmo - com encontrinhos marcados) eles acabam indo pra cama. His place. Mas ela faz o seguinte alerta:
"Se nos transarmos agora, comigo semi-bebada e tudo mais, eu provavelmente vou desaparecer."
O cara pergunta
"Porque?"
E ela
"Nao sei, eu costumo fazer isso quando as coisas acontecem assim muito rapido. Eu nao retorno as ligacoes, fazo jogo duro..."
O cara achou graca e nao acreditou nela. Ele nao se conteve (tava numa tirica filhadaputa e ela era tri gostosa) e eles transaram. E depois disso ela desapareceu.
"Desapareceu assim, que nem David Coperfield?" Perguntou o garcon.
"Nao, demente..." E continuou a explicacao da historia.
No outro dia ela fez cafe para ele. eles se divertiram. Deram risadas e foram abracados ateh a estacao do trem onde, la, cada um tomou o seu rumo. E dopois disso ela desapareceu. Bem como havia alertado. Nao retornava as ligacoes do cara. Ele chegou a ligar de telefone publico, para que ela nao reconhecesse o numero. Mas assim que ela reconhecia a sua voz desligava o aparelho. Ele foi ath o lugar onde se conheceram, onde ele achava que poderia encontrar ela. Mas nada. Finalmente ela mudou o numero de telefone e toda vez que ele ligava dava um mexicano atendendo. "No no hay ninguna senora en este telefono" (ou coisa parecida). O cara ja esta desesperado.
Enquanto lamenta suas pitangas para seus colegas, um casal adentra o restaurante. Um senhor nos seus 40 e tantos, 50 anos, robusto, forte, broco, acompanhado de uma linda jovem. Ela. Sim meus amigos, ela mesma. Ele fica calado suando frio olhando pra ela abestalhado. O veio pergunta pra ela "O que voce vai querer, honey?". Ela vira pra ele como se nunca tivesse visto ele na frente e pede um Sea Breeze, o senhor pede Grey Goose Gibson. Ele baixa a cabeca e fica revirando o bar em baixo dele pensando, Sea Breeze: Vodka, Grapefruit, Cranberry, Tall Glass, lemon wedge, tall straw. Ele serve ela, a o batom fica marcado no canudo. "Ela nao usava batom" ele pensa...
E agora? Agora eh com voces. Porque que ela sumiu? Ela eh uma puta? Ou o cara eh o pai dela?
Pensem fuckers! E me deem ideias.
You know,
As vezes eu fico realmente chateado com minha situacao mental. Me refiro ao meu defcit de atencao e hiperatividade. No final de fevereiro, quando eu me mudava para o meu apartamento no brooklyn, eu consegui a proeza de esquecer TODOS os meus cds no banco da plataforma do metro e embarquei para nunca mais velos. Alerta aos meus lapsos de atencao, tentei me policiar para que esse tipo de desatencao nao ocorresse jamais. Hoje quando esperava o L para manhattan, botei o meu guarda-chuva ao meu lado no banco e disse pra mim mesmo "nao esquece, debil mental". Peguei o meu livro, Kings of The Infinite Space, e comecei a ler esperando a chegada do trem. O trem abriu a porta eu entrei lendo o meu livro e deixei pra tras a porra do guarda chuva. Tudo bem que nao era nada valioso, era so uma porra dum guarda-chuva que eu vou ter de comprar novo, porque nao era meu. Mas isso me faz ter a seguinte conclusa: AS DROGAS NAO ESTAO FAZENDO EFEITO.
As vezes eu fico realmente chateado com minha situacao mental. Me refiro ao meu defcit de atencao e hiperatividade. No final de fevereiro, quando eu me mudava para o meu apartamento no brooklyn, eu consegui a proeza de esquecer TODOS os meus cds no banco da plataforma do metro e embarquei para nunca mais velos. Alerta aos meus lapsos de atencao, tentei me policiar para que esse tipo de desatencao nao ocorresse jamais. Hoje quando esperava o L para manhattan, botei o meu guarda-chuva ao meu lado no banco e disse pra mim mesmo "nao esquece, debil mental". Peguei o meu livro, Kings of The Infinite Space, e comecei a ler esperando a chegada do trem. O trem abriu a porta eu entrei lendo o meu livro e deixei pra tras a porra do guarda chuva. Tudo bem que nao era nada valioso, era so uma porra dum guarda-chuva que eu vou ter de comprar novo, porque nao era meu. Mas isso me faz ter a seguinte conclusa: AS DROGAS NAO ESTAO FAZENDO EFEITO.
Monday, April 12, 2004
Ola amiguinhos!
Depois de muita insistencia eu resolvi tomar vergonha na cara e voltar a escrever no meu blog.
Entao. Muita coisa se passou desde que eu escrevi por aqui pela ultima vez. Estou trabalhando comom bartender em um restaurante portugues super fino no West Village. Para voces terem uma ideia, esse sabado eu fiz um drink para o Harvey Keitel e na sexta-feira passada eu servi um vinho para a Zelia Cardoso de Mello (blerg). Entao. O lugar eh fino, soh tem gente fina e eu ando esfolando o meu rabo pra fazer tudo direitinho para poder descolar umas verdinhas. Mas o legal mesmo sao as pequenas expressoes portuguesas que eu to aprendendo. Por exemplo, quando voce vai a portugal ve alguma coisa bacana, legal, voce diz que giro. Se tu vai dizer que viu uma mina descolada da hora tu diz "aquela e uma rapariga girissima". Quando se vai falar "Que absurdo", use ao invez a expressao "Tem que se lhe diga!". Uma agua com gas eh uma "agua de picos". E se uma crianca mal educada sair da linha podes dizer sem medo "Vais apanhar no cu, seu putinho".
Eh galera. Vivendo e aprendendo em NY.
A hora que eu estiver mais inspirado eu escrevo mais. Agora eu tenho que bater um trabalho pra facu. Ok?
Entao vai te fu.
hahaha!
Depois de muita insistencia eu resolvi tomar vergonha na cara e voltar a escrever no meu blog.
Entao. Muita coisa se passou desde que eu escrevi por aqui pela ultima vez. Estou trabalhando comom bartender em um restaurante portugues super fino no West Village. Para voces terem uma ideia, esse sabado eu fiz um drink para o Harvey Keitel e na sexta-feira passada eu servi um vinho para a Zelia Cardoso de Mello (blerg). Entao. O lugar eh fino, soh tem gente fina e eu ando esfolando o meu rabo pra fazer tudo direitinho para poder descolar umas verdinhas. Mas o legal mesmo sao as pequenas expressoes portuguesas que eu to aprendendo. Por exemplo, quando voce vai a portugal ve alguma coisa bacana, legal, voce diz que giro. Se tu vai dizer que viu uma mina descolada da hora tu diz "aquela e uma rapariga girissima". Quando se vai falar "Que absurdo", use ao invez a expressao "Tem que se lhe diga!". Uma agua com gas eh uma "agua de picos". E se uma crianca mal educada sair da linha podes dizer sem medo "Vais apanhar no cu, seu putinho".
Eh galera. Vivendo e aprendendo em NY.
A hora que eu estiver mais inspirado eu escrevo mais. Agora eu tenho que bater um trabalho pra facu. Ok?
Entao vai te fu.
hahaha!
Thursday, March 11, 2004
Ontem
Ontem comprei 2 DVDs. Um se chama The Works Of Director Michel Gondry e o outro se chama The Works of Director Spike Jonze. Precisa explicar?
+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
Ontem fui ao bar que o meu roommate abriu no Lower East Side. Tomei todas, peguei um taxi de volta pro Brooklyn, fui com meu outro roommate comer um burrito de galinha num mexicano que fica aberto 24 horas, comecei a passar mau de tao bebado, sai pra pegar um ar, o meu roommate saiu atraz de mim achando que eu tinha ido embora nos (com acento) nos (sem acento) perdemos. Voltei pra dentro do restaurante e fiquei esperando o cara, achando que ele tava no banheiro. Peguei no sono dentro do restaurante. Quando acordei perguntei onde o cara tava e me disseram que ele tinha ido embora a horas. Sai pela rua caminhando e o cara me ligou perguntando onde eu tava. Nem eu sabia onde eu tava, Mas descobri que estava caminhando na direcao oposta da minha casa. Que borrachice. Hoje eu to tonto.
++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++=
Ontem mandei fazer meu oculos novo. Custou a bagatela de U$ 125,00. Isso que era um oculos barato.
Ateh amanha!
Ontem comprei 2 DVDs. Um se chama The Works Of Director Michel Gondry e o outro se chama The Works of Director Spike Jonze. Precisa explicar?
+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
Ontem fui ao bar que o meu roommate abriu no Lower East Side. Tomei todas, peguei um taxi de volta pro Brooklyn, fui com meu outro roommate comer um burrito de galinha num mexicano que fica aberto 24 horas, comecei a passar mau de tao bebado, sai pra pegar um ar, o meu roommate saiu atraz de mim achando que eu tinha ido embora nos (com acento) nos (sem acento) perdemos. Voltei pra dentro do restaurante e fiquei esperando o cara, achando que ele tava no banheiro. Peguei no sono dentro do restaurante. Quando acordei perguntei onde o cara tava e me disseram que ele tinha ido embora a horas. Sai pela rua caminhando e o cara me ligou perguntando onde eu tava. Nem eu sabia onde eu tava, Mas descobri que estava caminhando na direcao oposta da minha casa. Que borrachice. Hoje eu to tonto.
++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++=
Ontem mandei fazer meu oculos novo. Custou a bagatela de U$ 125,00. Isso que era um oculos barato.
Ateh amanha!
Sunday, March 07, 2004
Yo!
What up? Alguem ainda visita essa porcaria? Se tem alguem do outro lado, deixa um comment porque eu quero saber se ainda escrevo por aqui, se nao, what's the point. Right? Anyway. Eu na verdade nao tenho muito o que escrever a no ser pra dizer que eu to morando no Brooklyn. E eu to me sentindo meio Brooklyn, tambem. Meio na periferia. Acho que ainda nao penetrei. E todo mundo sabe que se nao penetrar na o tem a menor graca. E eu nao estou falando so no sentido figurado da coisa, nao. Oh well. At least I can still get drunk. Pra quem se interessa, eu to morando em Williamsburg (quase fora de Williamsburg), que e um bairro bacaninha aqui do Brooklyn. Mas eu nao to mais na parte bacaninha e sim na parte onde nao precisa se falar ingles, porque todo mundo fala espanhol. Mas eu gosto da vizinhanca. Moro com 2 colombianos e um argentino. Nao estou empregado, to duro e nao to comendo ninguem (mas isso nao e novidade). Fuck. Vou dormir. To cansado. Piss off, now!
What up? Alguem ainda visita essa porcaria? Se tem alguem do outro lado, deixa um comment porque eu quero saber se ainda escrevo por aqui, se nao, what's the point. Right? Anyway. Eu na verdade nao tenho muito o que escrever a no ser pra dizer que eu to morando no Brooklyn. E eu to me sentindo meio Brooklyn, tambem. Meio na periferia. Acho que ainda nao penetrei. E todo mundo sabe que se nao penetrar na o tem a menor graca. E eu nao estou falando so no sentido figurado da coisa, nao. Oh well. At least I can still get drunk. Pra quem se interessa, eu to morando em Williamsburg (quase fora de Williamsburg), que e um bairro bacaninha aqui do Brooklyn. Mas eu nao to mais na parte bacaninha e sim na parte onde nao precisa se falar ingles, porque todo mundo fala espanhol. Mas eu gosto da vizinhanca. Moro com 2 colombianos e um argentino. Nao estou empregado, to duro e nao to comendo ninguem (mas isso nao e novidade). Fuck. Vou dormir. To cansado. Piss off, now!
Saturday, February 14, 2004
Buenas,
Hoje to aqui pra contar de um episodio que aconteceu comigo nessa ultima quarta feira. Ou sera que foi segunda? Bom, nao interessa. O que interessa e que aconteceu uma parada tao punk, que ate hoje (sabado 14/02) eu ainda nao superei. A cena se passa na esquina da rua 17 com a Park Avenue South, bem no Union Square no que inicia o East Village em Manhattan. Chego alguns minutos mais cedo para encontrar minha prima Cris e seu amigo Georgeginho - ele e brasileiro, tambem. Entro numa liquor store que tem naquela exata localizacao e fico passando os olhos pelas biritas enquanto o relogio nao chega as duas da tarde. Cinco minutos depois das duas da tarde, olho para fora e vejo o George no canteiro que tem proximo a sinaleira no cruzamento da Park com a 17th. Chamo o George e ele me espera atravessar a rua. Quando chego do outro lado cumprimento o cara e pergunto pela minha prima. Ele puxava o celular para ligar pra ela. Foi quando um barulho deum longo barulho de pneus freiando no asfalto chamou a nossa atencao. Viramos e assistimos a um taxi que vinha so sentido leste-oeste bateu com um carro branco que decia a Park Ave. Bang. A batida foi dura, mas nao foi das mais violentas. O que se segui a isso foi realmente uma estupidez. O taxi perdeu o controle da direcao e acelerou para cima do mesmo canteiro onde estavamos passando a uns cinco metros de nos, dando de frente com um carro que vinha no outro sentido. O desastre nao parava por ai. No canteiro que em que estavamos tambem estava uma velinha de cadeira de rodas que foi atingida com a forca absurda. A velinha voou no ar a uma altura e uma distancia de uns cinco metros e aterrizou de cara no chao. Quando persebemos o que era aquele objeto que atterizava a alguns metros de nos ecoou entre eu e o George um estupefato e vagarozamente pronunciado "Oh, my God". Ficamos parados sem reacao ateh que alguem chegou perto da senhora, provavelmente alguem que a conduzia, e essa pessoa pega a senhora pela e tenta a levantar. Mas a velinha esta completamente mole, apagada, de cara ainda no chao. Pessoas em volta gritam "somebody call 911!" uma poca de sangue comeca a se formar embaixo da velinha. Puxo o George e digo que nao posso ver essas coisas. Saimos os dois com as pernas bambas. Ja se passaram uns trinta ou quarenta segundos desde que a senhora foi atropelada. O George tentava ligar para o 911, mas nao conseguia. Ficamos nos perguntando um para o outro, o que era essa cena que agente tinha acabado de ver. Pensamos que poderiamos ter morrido e tudo mais. Nao tinha passado um minuto do acidente e a ambulancia ja estava no local. Dez segundos depois ja havia tres viaturas da policia, outra ambulancia e um caminhao de bombeiros se aproximava. Sentamos no outro lado da Union Square e ficamos esperando minha prima chegar do metro. Nao sei o que aconteceu com a velinha. Estou bem certo de que ela deve ter morrido. Agradeci depois ao escapulario que ganhei da vo da minha namorada, junto com o Sao Miguel na minha carteira e ao rosario no meu quarto. E olha que eu nao sou la muito religioso. Mas que eu me caguei, me caquei.
beijos a todos (desculpe a falta de acentos)
Marcello Lima
Nova Iorque, sabado, 14 de fevereiro, dia dos namorados. Juju te amo.
Hoje to aqui pra contar de um episodio que aconteceu comigo nessa ultima quarta feira. Ou sera que foi segunda? Bom, nao interessa. O que interessa e que aconteceu uma parada tao punk, que ate hoje (sabado 14/02) eu ainda nao superei. A cena se passa na esquina da rua 17 com a Park Avenue South, bem no Union Square no que inicia o East Village em Manhattan. Chego alguns minutos mais cedo para encontrar minha prima Cris e seu amigo Georgeginho - ele e brasileiro, tambem. Entro numa liquor store que tem naquela exata localizacao e fico passando os olhos pelas biritas enquanto o relogio nao chega as duas da tarde. Cinco minutos depois das duas da tarde, olho para fora e vejo o George no canteiro que tem proximo a sinaleira no cruzamento da Park com a 17th. Chamo o George e ele me espera atravessar a rua. Quando chego do outro lado cumprimento o cara e pergunto pela minha prima. Ele puxava o celular para ligar pra ela. Foi quando um barulho deum longo barulho de pneus freiando no asfalto chamou a nossa atencao. Viramos e assistimos a um taxi que vinha so sentido leste-oeste bateu com um carro branco que decia a Park Ave. Bang. A batida foi dura, mas nao foi das mais violentas. O que se segui a isso foi realmente uma estupidez. O taxi perdeu o controle da direcao e acelerou para cima do mesmo canteiro onde estavamos passando a uns cinco metros de nos, dando de frente com um carro que vinha no outro sentido. O desastre nao parava por ai. No canteiro que em que estavamos tambem estava uma velinha de cadeira de rodas que foi atingida com a forca absurda. A velinha voou no ar a uma altura e uma distancia de uns cinco metros e aterrizou de cara no chao. Quando persebemos o que era aquele objeto que atterizava a alguns metros de nos ecoou entre eu e o George um estupefato e vagarozamente pronunciado "Oh, my God". Ficamos parados sem reacao ateh que alguem chegou perto da senhora, provavelmente alguem que a conduzia, e essa pessoa pega a senhora pela e tenta a levantar. Mas a velinha esta completamente mole, apagada, de cara ainda no chao. Pessoas em volta gritam "somebody call 911!" uma poca de sangue comeca a se formar embaixo da velinha. Puxo o George e digo que nao posso ver essas coisas. Saimos os dois com as pernas bambas. Ja se passaram uns trinta ou quarenta segundos desde que a senhora foi atropelada. O George tentava ligar para o 911, mas nao conseguia. Ficamos nos perguntando um para o outro, o que era essa cena que agente tinha acabado de ver. Pensamos que poderiamos ter morrido e tudo mais. Nao tinha passado um minuto do acidente e a ambulancia ja estava no local. Dez segundos depois ja havia tres viaturas da policia, outra ambulancia e um caminhao de bombeiros se aproximava. Sentamos no outro lado da Union Square e ficamos esperando minha prima chegar do metro. Nao sei o que aconteceu com a velinha. Estou bem certo de que ela deve ter morrido. Agradeci depois ao escapulario que ganhei da vo da minha namorada, junto com o Sao Miguel na minha carteira e ao rosario no meu quarto. E olha que eu nao sou la muito religioso. Mas que eu me caguei, me caquei.
beijos a todos (desculpe a falta de acentos)
Marcello Lima
Nova Iorque, sabado, 14 de fevereiro, dia dos namorados. Juju te amo.
Thursday, February 05, 2004
Hoje fou visitar um Loft de uma colombiana que tava querendo alugar um quarto. Deixa eu explicar como funcionam os tais lofts para que voces tenham realmente nocao do que e a coisa e nao serem enganados pela percepcao filmistica que todos tem. Bom, o que mais tem aqui pela area de williasburg, Brooklyn, sao edificios antigos bem bacaninhas e velhos predios industriais com aspecto de abandonados. Esses predios industriais foram tomados por artistas, musicos, malucos em geral que alugam um grande espaco aberto, com pe-direito altissimo e dividem o lugar com paredes de madeira e fazem pequenos quertos, banheiros e cozinhas e dividem com outros pobres coitados que querem ser cool. A vizinhanca perto da Avenida Bedford em Williamsburg e realmente muito legal. Sao varios quarteiroes infestados de cafes, cyber-cafes, lojinhas, barzinhos, restaurantes, livrarias, etc, etc. O loft que eu fui visitar hoje era nessa zona. Estava tudo legal, a vizinhanca o velho predio com cara de abandonado, tudo muito malandrinho. O problema foi quando eu entrei no predio. O lugar ja fedia no corredor. Depois de subir seis andares, bufando escada acima, eu entrei no tal lugar. tinha uma porta que levava a um corredor imundo e escuro. Uma outra porta levava ao apartamento da colombiana. O lugar ate que tava arrumadinho, paredes brancas, janeloes que davam um belo panorama do Brooklyn, sofas, sonzinho, alguns posters bacanas pop-artisticos. O quarto para alugar tambem nao era ruim. O problema e que para ir no banheiro eu teria que sair para o corredor escuro e sujo, onde tinham pequenos cubiculos de madeira com banheiro, depois um chuveiro e um cantinho para um fogaozinho eletrico de duas bocas e uma galadeira, no estilo maloca-da-vila-maria-degolada. E isso tudo era dividido entre tres apartamentos. Achei aquilo um belo dum chiqueiro. Estou tendo um pequeno gostinho do que ser pobre.
Mas a luta, companheiros. Ate mais.
Mas a luta, companheiros. Ate mais.
Wednesday, February 04, 2004
So,
This is me in New York.
Nao eh facil achar um lugar legal pra morar nessa cidade. Hoje fui ate buscwick, que fica no final do Brooklyn, perto do Queens, para ver um ape pra dividir com uns malucos. Cheguei la 10 da manha como o combinado e os fiadasputa nao estavam em casa. What a fuckin waste of time. O edificio ate que parecia ser interessante. Um velho warehouse grafitado nas paredes, todo marron, de tijolo a vista e tudo mais. Resolvi dar um tempo pra ver se os putos apareciam em casa e fui ate uma lanchonete mexicana que tinha na esquina. O frio nao era insuportavel, mas ficar parado na rua com a gripe que eu estou seria certamente sucidio. A lanchonete mexicana se chamava La Hacienda. Quando entrei, para minha surpresa, me deparei com a imagem da Danielle Winits falando espanhol. Era uma dublagem cretina, feita por uma voz estridente. Tal aberracao era a novela uga-uga (ou uga-buga, sei la) que passava na rede Telemundo. Comi um sanduiche de Pastrami bem gorduroso. Liguei mais uma vez para os putos do apartamento, deixei uma mensagem educada na secretaria e cai fora. Sentado no trem L de volta para Manhattan, fiquei arrependido de nao ter mandado os caras do apartamento tomar no cu. Poderia ter deixado uma mensagem em portugues ateh. Tipo, seus filhos da puta, me fizeram sair de manha despencando nesse frio do caralho, eu gripado, arriscando pegar uma pneumonia pra voces esquecerem do nosso compromisso! Vao se fude!
De volta a procura. Acho que vou ter que ir para um apartamento caro mesmo. Amanha estarei em Williamsburg de novo.Achoque vou alugar um loft e ficar tres comendo doritos.
This is me in New York.
Nao eh facil achar um lugar legal pra morar nessa cidade. Hoje fui ate buscwick, que fica no final do Brooklyn, perto do Queens, para ver um ape pra dividir com uns malucos. Cheguei la 10 da manha como o combinado e os fiadasputa nao estavam em casa. What a fuckin waste of time. O edificio ate que parecia ser interessante. Um velho warehouse grafitado nas paredes, todo marron, de tijolo a vista e tudo mais. Resolvi dar um tempo pra ver se os putos apareciam em casa e fui ate uma lanchonete mexicana que tinha na esquina. O frio nao era insuportavel, mas ficar parado na rua com a gripe que eu estou seria certamente sucidio. A lanchonete mexicana se chamava La Hacienda. Quando entrei, para minha surpresa, me deparei com a imagem da Danielle Winits falando espanhol. Era uma dublagem cretina, feita por uma voz estridente. Tal aberracao era a novela uga-uga (ou uga-buga, sei la) que passava na rede Telemundo. Comi um sanduiche de Pastrami bem gorduroso. Liguei mais uma vez para os putos do apartamento, deixei uma mensagem educada na secretaria e cai fora. Sentado no trem L de volta para Manhattan, fiquei arrependido de nao ter mandado os caras do apartamento tomar no cu. Poderia ter deixado uma mensagem em portugues ateh. Tipo, seus filhos da puta, me fizeram sair de manha despencando nesse frio do caralho, eu gripado, arriscando pegar uma pneumonia pra voces esquecerem do nosso compromisso! Vao se fude!
De volta a procura. Acho que vou ter que ir para um apartamento caro mesmo. Amanha estarei em Williamsburg de novo.Achoque vou alugar um loft e ficar tres comendo doritos.
Monday, January 26, 2004
É impressionante. Eu gostaria de ter um dia útil a mais. Um dia só pra eu poder fazer tudo o que eu preciso. O problema é que se eu tivesse esse dia, eu ficaria tão a vontade que não consiguiria fazer tudo o que eu tenho pra fazer.
Vagabundagem é foda. O texto a seguir é o relato do fardo que carrego com o peso da glória. Ora, o troféu era pesado pra caralho.
O Dedo atorado
Ontem, enquanto minha namorada me ajudava a arrumar o quarto, aconteceu um pequeno acidente. um troféu caiu de uma estante em cima do meu dedinho do pé. O segundo, logo depois do dedão. Arrancou a unha num único golpe. Eu fi o exato momento em que o troféu decepou o dedinho. Tirou uma tampa. Thufi! E já se era minha unha. Ficou ainda pendurado por um pedacinho de carne. Fiquei tão espantado com a cena que não senti qualquer tipo de dor por uns nove segundos. E aí ela veio. Mordi a mão e deitei na cama cobrindo a cara com o edredom desarrumado. Abafei o grito, que soou grave e. E fiquei lamentando o azar por mais um tempo enquanto minha namorada assoprava o dedinho e limpava com um pedaço de papel higiênico. Nessa hora os pensamentos mais idiotas me ocorreram. "Será que vou ter que dismarcar a festa no Gum?". É óbvio. Liguei para um amigo meu que estava para chegar a qualquer momento e pedi para que troussesse uma tesoura, gase, água oxigenada, mertholate e esparadrapo. O cara se espantou, ia sair correndo de casa. Trinta segundos depois liguei novamente. "Esquece! Eu tô indo pro pronto-socorro".
(continua)
Vagabundagem é foda. O texto a seguir é o relato do fardo que carrego com o peso da glória. Ora, o troféu era pesado pra caralho.
O Dedo atorado
Ontem, enquanto minha namorada me ajudava a arrumar o quarto, aconteceu um pequeno acidente. um troféu caiu de uma estante em cima do meu dedinho do pé. O segundo, logo depois do dedão. Arrancou a unha num único golpe. Eu fi o exato momento em que o troféu decepou o dedinho. Tirou uma tampa. Thufi! E já se era minha unha. Ficou ainda pendurado por um pedacinho de carne. Fiquei tão espantado com a cena que não senti qualquer tipo de dor por uns nove segundos. E aí ela veio. Mordi a mão e deitei na cama cobrindo a cara com o edredom desarrumado. Abafei o grito, que soou grave e. E fiquei lamentando o azar por mais um tempo enquanto minha namorada assoprava o dedinho e limpava com um pedaço de papel higiênico. Nessa hora os pensamentos mais idiotas me ocorreram. "Será que vou ter que dismarcar a festa no Gum?". É óbvio. Liguei para um amigo meu que estava para chegar a qualquer momento e pedi para que troussesse uma tesoura, gase, água oxigenada, mertholate e esparadrapo. O cara se espantou, ia sair correndo de casa. Trinta segundos depois liguei novamente. "Esquece! Eu tô indo pro pronto-socorro".
(continua)
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